Crateras de Meteoritos no Brasil
Cratera da Serra da Cangalha

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Localizada no estado do Tocantins, no Nordeste do Brasil, tem em torno de 12 a 13 km de diâmetro e 300 milhões de anos. Sua característica proeminente é um anel central de montanhas com um diâmetro de 3 a 4 km. O estudo da cratera em Magnetotelluric (MT) refletem uma zona fraturada que alcança uma profundidade de alguns cem metros e tem uma extensão horizontal menor que o diâmetro total da estrutura. Apesar da estrutura externa se parecer com uma cratera, acredita-se que esta representar a raiz de uma complexa cratera profundamente corroída. A identificação dos dados a favor de impacto são raso este ponto de vista. Além disso, o reconhecimento em todos os locais de MT de uma boa capa a uma profundidade ao redor 1100 m provê uma profundidade de máximo precisa para as perturbações observadas relacionadas ao evento de impacto (Magnetotelluric investigation of the Serra da Cangalha impact crater, Northeast Brazil W. Masero, P.-A. Schnegg, S.L. Fontes). |
Os resultados do estudo do astroblema da Serra da Cangalha obtiveram da aplicação do método de Euler deconvolution (ED) para os dados de aeromagnetic da cratera indicaram um número grande de fontes magnéticas intra-sedimentaria com precisão. Estas fontes são interpretadas em termos de sedimentos magnéticos, falhas, intrusões ígneas, porão magnético e estrutura de impacto. A geometria circular da cratera central é bem delineada com uma estimação de profundidade de 1.2 Km obtida ao redor do beira e centro da cratera. A incerteza de profundidade varia entre 1 e 5.8%. Soluções localizadas em áreas onde os dados são escassos têm erros relativos altos e é automaticamente rejeitado enquanto soluções localizaram em áreas onde os dados são densos tenham baixos erros relativos e são aceitas como as verdadeiras soluções.

Sua origem foi atribuída a impacto de meteorito (CPRM, 1972) com aproximadamente 300 milhões de anos de idade. Dietz (1973) confirma a hipótese para a formação da cratera da Serra Cangalha, relacionando-a ao impacto de um grande corpo cósmico contra a superfície da Terra. Crósta (1987) reconheceu características devido ao metamorfismo de choque ao centro da cratera, como cones quebrqados, choque, lamelas, e brecha de impacto. É o segundo maior astroblema do Brasil, com um diâmetro calculado em 13 km. O anel circular central tem um diâmetro de 5 km e alcança uma altura de cerca de 300 metros o que caracteriza essa cratera. A cratera fica localizada dentro da bacia intra-cratonic Parnaíba para coberturas sedimentares do Siluriano Superior para Cretáceo. O bólido que deu origem a cratera da Serra da Cangalha provavelmente golpeou a Terra em um baixo ângulo oblíquo entre 25° a 30°.
( Texto parcialmente extraído do documento: Serra da Cangalha impact crater using Euler deconvolution method Adepelumi A A Flexor J M Fontes S L Schnegg P A) , Observatório Nacional, Institut de Géologie, CH-2007- Rio de Janeiro, Brasil , Neuchâtel, Switzerland.
Documentos relacionados:
Como o meu inglês é sofrível (e o técnico
pior ainda), documentos na íntegra podem ser encontrado na web: A
MAGNETOTELLU- RIC INVESTIGATION OF THE SERRA DA CANGALHA IMPACT CRATER em
PDF:
http://www.whoi.edu/science/AOPE/emworkshop/pdf/Workshop_abstractlist.pdf
PDF: http://www.whoi.edu/science/AOPE/emworkshop/pdf/EM11.pdf
PDF: http://www.observatoriovirtual.pro.br/crateras.pdf
PDF: http://www.lpi.usra.edu/meetings/metsoc2002/pdf/5239.pdf
Sites relacionados:
http://www-geol.unine.ch/GEOMAGNETISME/masero95.html
Mapa topografico http://www.zee.ma.gov.br/html/cart1.html
http://home.ism.com.br/~zucoloto/CRATERAS.htm
http://www.unb.ca/passc/ImpactDatabase/images/serra-da-cangalha.htm
http://planeta.terra.com.br/lazer/zeca/sci/crateras.htm
http://www.geocities.com/joaogeraldo/Crateras.html
Referencias:
ADEPELUMI, A. A., FLEXOR J. M., FONTES S. L and SCHNEGG P. A., 2002, Imaging Serra da Cangalha impact crater using Euler deconvolution method (Submitted). BARBOSA, V. C. F., SILVA, J. B. C. and MEDEIROS, W. E., 1999. Stability analysis and improvement of structural index estimation in Euler deconvolution. Geophysics, 64, 48 - 60. CPRM 1972. Relatorio de pesquisa de diamante industrial, na região da Serra da Cangalha, estado de Goiás. Ref, DNPM 805.015/70 e 805.019/70, 17 (in Portuguese). CRÓSTA, A. P., 1987. Impact structures in Brazil. In: J. Pohl (ed.) Research in Terrestrial Impact Structures. Wiesbaden, Vieweg & Sons, 30 - 38. De CICCO, M., and ZUCOLOTO, M. E., 2002. Appraisal of Brazilian astroblemes and similar structures. Proceedings of the 65th Annual Meteoritical Society Meeting. DIETZ, R S., and FRENCH, B. M., 1973. Two probable astroblemes in Brazil, Nature, 244, 561-562. DURRHEIM, R. J., 1983. Regional-residual separation and automatic interpretation of aeromagnetic data. M.Sc. Thesis, University of Pretoria, South Africa, 117. GÓES, A. M. O., TRAVASSOS, W. A. S., and NUNES, K. C., 1993. Projeto Parnaíba: reavaliação da bacia e perspectivas exploratórias. Internal report, Petrobrás, 97 (in portugese). GÓES, A M. O., and FEIJÓ, F. J., 1994. Bacia do Parnaíba. Boletim Geociências da Petrobrás, No. 8, 57-67. HEARST, R. B., and MORRIS, W. A., 1993. Interpretation of the Sudbury structure through Euler deconvolution. 63rd Ann. Internat. Mtg., Soc. Expl. Geophy., Expanded Abstract, 421 - 424. HSU, S. K., 2002. Imaging magnetic sources using Euler´s equation. Geophysical prospecting, 50, 15 - 25. KEATING, P., 1998. Weighted Euler deconvolution of gravity data, Geophysics, 63, 1595-1603. McHONE, J. F., 1979. Riachao Ring, Brazil; a possible meteorite crater discovered by the Apollo astronauts in : El-Baz, Farouk; Warner, D. M. (editors), Apollo-Soyuz Test Project, summary science report; Volume II, Earth observations and photography, National Aeronautics and Space Administration (NASA), Special Publication, n. SP-412, 193-202. PILKINGTON, M., and GRIEVE, R. A. F., 1992. The geophysical signature of terrestrial impact craters. Rev. Geophys. 30, 161-181. REID, A. B., ALLSOP, J. M., GRANSER, H., MILLETT, A. J., and SOMERTON, I. W., 1990. Magnetic interpretation in three dimensions using Euler deconvolution: Geophysics, 55, 80-91. MASERO, W.C.B.; FONTES, S.L.; SCHNEGG, P.A., 1995. Magnetotelluric Investigation on the Serra da Cangalha Impact Structure, Brazil. In: 4 th International Congress of the Brazilian Geophysical Society. Rio de Janeiro. Expanded Abstracts. v. 2, p:664-667.